terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Guardas à Inspetores Unidos por um unico Ideal !

A Guarda Civil ou Municipal è, um serviço publico essencial, portanto prioritário. Sua prestação, pelos Municípios Brasileiros, com autonomia, será legal ?
E o que nos propomos sustentar neste informativo, acreditando que a resposta à pergunta é positiva.



Ola amigos !!

Peço licença, e uma vez ao mês, ter alguns minutos de sua atenção. Somos Gcm’s e juntos pensamos que, algo tem que mudar, entre nos guardas, de todos os níveis. Acredito nesta instituição. E temos que acreditar nela e em nos mesmos! È difícil agradar a gregos e romanos, cada pessoa tem suas diferenças, ideais e opiniões e sempre haverá divergências. Para se conseguir alguma coisa, às vezes temos que engolir alguns sapos.
Para que isto não ocorra temos que chegar a um consenso.
O que quero dizer é que, às vezes temos que ceder para ganhar amanhã! E saudável discutir, melhor ainda é concordar. Às vezes não é bom para os dez, mas será para os oito, não é bom para mim mais e para os demais ou uma grande parte. Vamos unirmos e sermos colaboradores entre nos!
Assim mudaremos o conceito da Guarda e dos Guardas.

Um comentário:

Unknown disse...

Este é um dos melhores comentários já enviados, sem merecer aos anteriores, pois toda informação é valida.
Este eo termômetro da GCM, isto é, em escrita, o pensamento de quase 7000 guardas, que hoje se sufocam por não poder falar, por não poder agir, por não serem valorizados, por não serem reconhecidos, por não tem respaldo social.Profissional...Moral ou institucional.
Somos profissionais, e queremos ser como tal, exercer a profissão e ser cobrado como.
Parabéns.
E que fatos, atos e palavras como estas, serão divulgadas, para ciência desta classe é a população deste município.

FATOS E REFLEXÕES SOBRE A IMPORTANCIA DO COMANDO DE CARREIRA.

Não há coisa pior do que não ter identidade e não se identificar com seus lideres.
A Guarda Civil Metropolitana nunca passou ao longo de seus quase 22 anos de historia por período pior no que diz respeito ao número de servidores licenciados, pedidos de baixa em seus quadros, desmotivação em massa, ameaças de paralisação, alto índices de reclamação por parte dos beneficiários de seus serviços, demasiado aumento dos números de processos disciplinares e, o pior, inúmeras reportagens negativas veiculadas na mídia e nunca foi tão desrespeitada e mal administrada. A GCM, desde a sua criação, já passou por no mínimo 07 Prefeitos diferentes, e já esteve sob o comando de ex-oficias do Exército, Polícia Militar, e Delegado de Polícia.
À frente da Guarda Civil sempre estiveram comandantes que não faziam parte de sua carreira. Contudo, era sempre o número de 01 o Comandante que não fazia parte do quadro de servidores efetivos. Apenas 01 já era nocivo para a formação da identidade.
Na gestão passada, através da Lei 13.396, foi criada a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, e a estrutura da Guarda Civil Metropolitana se dividiu em 05, sendo a Guarda Civil Metropolitana o carro chefe, seguida de órgãos independentes como a Corregedoria Geral, o Centro de Formação em Segurança Urbana, o órgão de Administração e Finanças, e uma coordenadoria de Ações Civis Comunitárias. Todos estes órgãos ficavam sob o comando do Secretário Municipal de Segurança Urbana. Naquela gestão comandava a Guarda Civil um ex Delegado de Polícia, e os outros órgãos ficavam a cargo de outras pessoas oriundas de segmentos da sociedade civil.
Na gestão do Governador José Serra, a Secretaria Municipal deixou de existir, e quatro de seus órgãos ficaram subordinados a uma Coordenadoria de Segurança Urbana, e a Coordenadoria de Ação Civil Comunitária deixou de existir (talvez porque era mais completa do que o CONSEG do Governo Estadual, e assim, para não ofuscar seu brilho...). Nesta mesma gestão, a Coordenadoria de Segurança Urbana e seus quatro órgãos foram invadidos por mais de 12 ex-oficiais da PM, que impuseram diferentes e antagônicas filosofias sobre os trabalhos que vinham sendo desenvolvidos.
Não há como criar uma identidade para a Guarda Municipal, e fazer dela uma instituição forte e preparada para melhor servir ao Governo e atender aos anseios do povo, recebendo a cada 4 anos ou menos, uma pessoa estranha aos seus quadros, principalmente quando este entranho fez parte de um grupo de profissionais que passou parte de sua vida tentando apagar a história da GCM. Não dá para a cada 4 anos ter que pensar como pensa o novo comandante. Um novo comandante leva em média dois anos para assimilar por completo o funcionamento da Guarda Municipal (tal assertiva decorre do tempo que se leva para formar um Guarda Civil, um Graduado e um Inspetor, fora o tempo de estágio) – e com isso trava todo o seu funcionamento, e outros dois anos ele usa para mudar todos os conceitos já existentes para tentar implementar os seus – que aprendeu em sua antiga instituição de trabalho.
Para formar um tenente (cargo intermediário), as academias militares pedem no mínimo 4 anos de estudos; para formar um Delegado de Polícia, no mínimo 6 meses – fora a faculdade de Direito; um soldado, no mínimo 01 ano de academia, portanto, um novo Comandante equivale a um leigo que vai freqüentar a academia com a sua pratica do dia a dia, sem instrutores, e ocupando o mais alto cargo da instituição.
Cada instituição tem seu funcionamento peculiar. A experiência que uma pessoa adquire em uma instituição não serve para ser aplicada em outra que já funciona de modo diverso.
Um novo comandante tem que se familiarizar com as novas legislações, com o novo escalonamento de cargos, com a nova estrutura dos departamentos e órgãos, tem que conhecer e pinçar alguns servidores a quem ele depositará confiança, tem que conquistar a confiança da tropa, tem que aprender a rotina do trabalho, etc. Antes disso, o novo comandante não estará seguro para trabalhar, não confia em ninguém, não delega funções, centraliza tudo nele, e com isso paralisara todo o trabalho por quase dois anos.
São fatos públicos e notórios as divergências que sempre existiram entre Polícia Militar e as Guardas Municipais.
Um Governante que prime por respeitar 22 anos de história deveria antes de tudo, perceber que constitui grande afronta e desrespeito à Instituição Guarda Civil Metropolitana, infringir-lhe um Comandante e Gestores declarados contrários à sua maior aspiração, ou seja, a aspiração de poder ter a atribuição legal de cuidar da população e promover-lhes a tão almejada segurança para a Cidade de São Paulo. (O Grande Chefe da GCM, o Coordenador de Segurança Urbana, Coronel PM Alberto Silveira, declarou publicamente sua contrariedade quanto ao fato das Guardas Municipais promoverem Segurança Pública somando-se às forças já existentes – tal posicionamento é contrário até ás aspirações do povo que clama por mais segurança).
Com efeito, tal imposição do Governo compromete por conseqüência a eficiência do serviço, e coloca à disposição do povo uma estrutura frágil, com um efetivo desmotivado, desrespeitado e temeroso pelo seu futuro.
Por outro lado, o Governo deve respeitar a vontade popular, e com isso deve impedir que interesses pessoais de Oficiais da PM aposentados se sobreponham aos do povo.
Não há justificativas para que a GCM seja dirigida por um Oficial Reserva da PM
Não precisamos de ajuda da PM.
O atual governo pensa que precisamos da ajuda da PM para realizar nossa tarefa. Digam a ele que sempre fizemos tudo o que já fazemos, e sem o apoio da PM. Foi invenção do antigo Coordenador chamar a PM para participar de tudo, pois o objetivo era justificar sua presença na prefeitura, a pretexto de que ele fazia a aproximação entre a GCM e a PM, quabdo na verdade queria destruir a guarda. Caso haja necessidade de apoio da PM em alguma de nossas operações, basta um ofício, que eles terão obrigação de atender e para isso não se faz necessária à presença de um PM no Comando da GCM.
Sem fazer apologias a governo algum, é inegável o fato de que na Gestão Governamental passada a Guarda Municipal evoluiu 10 anos em quatro – adquiriu viaturas, bicicletas, instalações, uniformes, bases comunitárias, rádios de comunicação (tudo isso usado até hoje) promoveu dois concursos para aumentar em mais de 50% o efetivo (as atuais nomeações são decorrentes de um concurso de 2004). A administração dos Oficias da PM aposentados está conseguindo destruir tudo de bom que foi plantado, e ao final, retroagirão vinte anos em quatro.

Ainda dá pra recuperar o tempo perdido.

Para a sorte de todos há um civil no Gabinete da Secretaria de Governo que tem olhado com boa vontade para a GCM.
Por tal razão, o Governo deve decidir: Ou está para servir o povo, ou está para servir aos interesses de uma corporação estadual, ajudando a destruir uma estrutura que conta com mais de 7 mil servidores equipados e treinados para promover a segurança da população que o elegeu. Se optar pelo melhor, que presenteie o povo de São Paulo, e a GCM pelos seus vinte e dois anos de existência, com a nomeação de um servidor integrante da carreira, para assumir o Comando Geral dessa valorosa instituição.
Que fique bem claro, A GCM não é inimiga da Polícia Militar e de seus integrantes, mas tem cultura, formação, ideologia e aspirações diferentes. Pode-se até promover ações em conjunto, mas cada qual com seu comando próprio.
Da mesma forma que o Governo respeita a Polícia Federal, Forças Armadas, Polícia Militar, Polícia Civil, dando-lhes um Chefe que é oriundo de seus quadros, também deveria e deve respeitar a GCM.
São mais de 7 mil profissionais se sentindo desrespeitados.
É uma simples questão de respeito, que reflete na qualidade e nos resultados.
A grande questão é: O Governo vai passar a respeitar os profissionais da Guarda Civil Metropolitana?